Juntos na missão permanente

Outubro passou, deixando-nos aquecidos para continuarmos em estado permanente de  missão, a partir da orientação temática “a alegria do Evangelho para uma Igreja em saída, e do lema, “Juntos na missão permanente”. A este ponto sentimos ecoar mais forte o envio de Jesus: “Ide e fazei discípulos” (Mt 28,19 ). Este envio atualiza-se no apelo feito pelo Papa Francisco: “Espero que se esforcem para avançar no caminho da conversão pastoral e missionária que não pode deixar as coisas como estão”. (Cf. EG 25).

Na diocese de Parnaíba, desde a Assembleia de Pastoral do ano passado,  propôs em seu Plano de Pastoral, atitudes urgentes para a ação evangelizadora, como a Conversão pastoral, o estado permanente de missão e a Iniciação à vida Cristã. Na iminência da Assembleia de Pastoral deste ano, que tem um caráter avaliativo, e visa implementar o plano de ação evangelizadora, precisamos retomar e aprofundar esta reflexão em vista de uma otimização das ações, e o alcance do objetivo a que se propõe o Plano.

A conversão pastoral supõe passar de uma pastoral ocupada apenas com as atividades internas da Igreja, para uma pastoral que dialogue com o mundo. A paróquia missionária há de ocupar-se menos com detalhes secundários da vida paroquial e focar-se mais no que realmente propõe o Evangelho”. (Cf. doc. 100. CNBB, 58). Não só as paróquias, mas nelas também, todas as instâncias eclesiais.

O Estado Permanente de Missão exige que a nossa Igreja aprofunde a consciência de si mesma, para ser fiel a sua vocação. (Cf. Paulo VI, ES 10). O que se pede de uma pastoral em chave missionária é que abandone o cômodo critério do “sempre fez assim”. “Não se trata de conceber a atitude missionária ao lado de outros serviços ou atividades, mas de dar a tudo que se faz um sentido missionário” (CNBB doc. 94, n.35).

A Iniciação à Vida Cristã é uma urgência que se revela oportuna e eficaz para responder aos apelos e desafios da catequese, como base da formação da fé dos discípulos(as). Neste momento, é sensível e visível o desabrochar das experiências de Iniciação à Vida Cristã,  com inspiração  e estilo catecumenal, nas paróquias.

A ausência de citação das outras urgências e prioridades de Plano de Pastoral, como a comunidade e o “serviço da vida plena para todos”, não quer dizer que vamos suprimi-las ou abandoná-las. Estas permanecem na pauta. Acreditamos que naturalmente elas serão contempladas e fortalecidas, a partir das ações suscitadas.

Voltemos pois, o nosso olhar para a Assembleia Diocesana de Pasdtoral, na perspectiva também do Ano do Laicato (2018) e vamos reelaborar o nosso Plano de Pastoral, com a força e a luz do Divino Espírito Santo e o auxílio da Mãe da Divina Graça.

Para que todos tenham vida”. (Jo 10,10)

+ Juarez Sousa da Silva