Na última quarta-feira, 18 de fevereiro, a Diocese deu início ao Tempo da Quaresma com a celebração da Quarta-feira de Cinzas, reunindo fiéis na Igreja do Rosário, em Parnaiba, para a Santa Missa presidida por Dom Edivalter Andrade, Bispo Diocesano, e concelebrada pelos padres Pe. Hilderlan e Pe. Evandro.

A imposição das cinzas marcou visivelmente o início de um tempo de conversão, oração, jejum e caridade. Como ensina o Catecismo da Igreja Católica, a conversão é uma tarefa contínua de toda a Igreja e se expressa não apenas em gestos exteriores, mas numa mudança sincera do coração (cf. CIC 1430-1431). A Quaresma, portanto, é um caminho espiritual que nos conduz à renovação interior e à vivência concreta da misericórdia.

Fraternidade e Moradia: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14)

Durante a celebração, também foi realizado o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2026, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que neste ano traz como tema:

“Fraternidade e Moradia”
e como lema:
“Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

Inspirada no mistério da Encarnação, a Campanha recorda que Deus não permaneceu distante da realidade humana, mas armou sua tenda no meio de nós. Ao assumir nossa condição, Cristo dignificou a vida humana em todas as suas dimensões — inclusive no direito fundamental à moradia.

O cartaz deste ano, ao apresentar a imagem de Cristo identificado com os que sofrem, recorda-nos que a falta de moradia e as situações de vulnerabilidade ferem a dignidade dos filhos e filhas de Deus. A proposta da Campanha é conduzir a Igreja e a sociedade à reflexão e à ação concreta diante dessa realidade.

Uma conversão com expressões sociais

Em sua homilia, Dom Edivalter destacou que a vivência quaresmal não pode se limitar ao âmbito individual:

“A penitência do tempo quaresmal não deve ser apenas interna e individual, mas também externa e social.
O grave risco que corremos é convertermo-nos a nós mesmos e aos nossos interesses pessoais ou corporativos.
Por isso, em toda Quaresma, a Igreja no Brasil nos propõe a Campanha da Fraternidade, para que a nossa conversão tenha expressões comunitárias e sociais.”

A fala do Bispo reforça que a verdadeira penitência cristã gera compromisso com o próximo. O Catecismo recorda que as obras de caridade são expressão concreta da conversão (cf. CIC 1434), especialmente quando nos voltamos para os mais pobres e necessitados.

Assim, a Campanha da Fraternidade não é um elemento acessório da Quaresma, mas um caminho pedagógico que nos ajuda a transformar oração em ação, jejum em solidariedade e fé em compromisso social.

Caminho rumo à Páscoa

Ao iniciar este tempo santo, a Diocese é chamada a percorrer um itinerário de escuta da Palavra, reconciliação e caridade concreta. A Quaresma nos prepara para a Páscoa do Senhor, renovando em nós a esperança e o compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

Que a Campanha da Fraternidade 2026 nos ajude a compreender que, se Cristo veio morar entre nós, somos chamados a garantir que cada irmão e irmã tenha sua dignidade respeitada e sua vida protegida.

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