Reunida como Igreja Particular, em comunhão com seu Bispo Diocesano, Dom Edivalter Andrade, a Diocese de Parnaíba celebrou, na tarde da última terça-feira, 31 de março, na Igreja de Santa Ana, a Solene Missa do Santo Crisma. A celebração contou com a presença de numerosos sacerdotes diocesanos e religiosos, diáconos, seminaristas, religiosas e fiéis leigos, manifestando visivelmente a unidade do presbitério e de todo o povo de Deus.

A Missa do Crisma, tradicionalmente celebrada na Semana Santa, é uma das mais significativas do ano litúrgico, pois evidencia a comunhão da Igreja em torno do Bispo e renova o compromisso missionário daqueles que foram chamados ao ministério ordenado. Nesta celebração, foram abençoados os óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos, e consagrado o Santo Crisma, que serão utilizados ao longo do ano na administração dos sacramentos do Batismo, da Crisma, da Unção dos Enfermos e da Ordem.

A liturgia da Palavra recordou a missão do Cristo Ungido, à luz do profeta Isaías (Is 61,1-3a.6a.8b-9) e do Evangelho segundo São Lucas (Lc 4,16-21), no qual Jesus proclama: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres” (Lc 4,18). Ao assumir essa missão, Cristo revela o amor misericordioso do Pai, que alcança especialmente os mais necessitados. Pela unção sacramental, também os fiéis participam desta missão, sendo enviados como testemunhas do amor, da justiça e da paz.

Renovação das promessas sacerdotais

Após a homilia, os sacerdotes renovaram as promessas feitas no dia de sua Ordenação Sacerdotal. Interpelados por Dom Edivalter, reafirmaram, com alegria e renovado ardor, o compromisso de permanecerem unidos a Cristo, renunciando a si mesmos e exercendo o ministério com fidelidade, amor e espírito de serviço.

Dirigindo-se ao povo, o Bispo pediu orações pelos presbíteros, para que sejam fiéis ministros de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, conduzindo o povo à fonte da salvação. Pediu também que rezem por seu ministério episcopal, para que permaneça fiel à missão apostólica que lhe foi confiada e possa, a cada dia, tornar-se imagem viva de Cristo, Bom Pastor, Mestre e Servo de todos.

A bênção e consagração dos Santos Óleos

Em seguida, foram apresentados os Santos Óleos pelos diáconos: o Óleo dos Enfermos, o Óleo dos Catecúmenos e o Santo Crisma.

O Óleo dos Enfermos foi abençoado para ser sinal da consolação e da força do Espírito Santo na vida dos que enfrentam a enfermidade, conforme testemunha a Carta de São Tiago (cf. Tg 5,14). O Óleo dos Catecúmenos, por sua vez, foi abençoado como sinal da fortaleza divina concedida àqueles que se preparam para o Batismo.

Momento de grande significado foi a consagração do Santo Crisma. Após misturar os perfumes ao óleo, Dom Edivalter realizou a oração consecratória, gesto que recorda a plenitude do Espírito Santo concedida por Cristo, o Ungido do Pai. Utilizado nos sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Ordem, bem como na dedicação de igrejas e altares, o Crisma é sinal da unção real, sacerdotal e profética que configura o fiel a Cristo e o fortalece para a missão.

A celebração expressou, assim, a profunda unidade da Igreja diocesana, reunida em torno do seu Pastor, formando um só corpo, ainda que na diversidade de ministérios e serviços. Na riqueza dos sinais sacramentais, o óleo simboliza a alegria e o perfume do Espírito Santo, que penetra e transforma a vida daqueles que são ungidos, enviando-os ao mundo como testemunhas do Evangelho.

A Missa do Santo Crisma reafirma, portanto, a identidade missionária da Igreja de Parnaíba, chamada a viver, com fidelidade e esperança, a graça do sacerdócio de Cristo, a serviço do povo de Deus e para a salvação do mundo.

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